Se você trabalha com produção, sabe a regra não escrita da indústria: quando o ar comprimido falha, a fábrica inteira sente.
E é justamente aí que muita gente se confunde com um tema simples, mas decisivo para custo, produtividade e segurança: quando faz sentido falar em manutenção preventiva – e quando a corretiva é inevitável?
Abaixo, vamos traduzir isso de forma prática (e aplicável ao dia a dia de quem opera compressores parafuso).
Por que essa escolha pesa tanto?
A falha de um compressor raramente é “só o compressor”. Ela vira:
- queda de pressão na rede
- instabilidade no processo
- aumento de refugo e retrabalho
- parada de linha
- manutenção urgente com custo mais alto
A manutenção certa, na hora certa, tem dois ganhos claros:
- antecipa distúrbios frequentes, reduzindo paradas não previstas
- evita que pequenos sinais virem falhas graves (e caras)
Manutenção preventiva: quando o objetivo é não parar
A preventiva é feita de forma programada, com equipe especializada e foco em reduzir desgaste e risco de falha.
Ela envolve ações como:
- inspeções periódicas e checklist técnico
- calibrações e ajustes
- lubrificação conforme recomendação do fabricante
- substituição preventiva de itens de desgaste
- limpeza e verificação de sistemas auxiliares
O maior benefício é simples: menos surpresa e mais previsibilidade.
Um bom plano preventivo começa por:
- coleta de dados do equipamento (horas trabalhadas, carga, alarmes)
- histórico de manutenções e ocorrências
- plano de ação por criticidade (o que é “parada imediata” vs. o que pode aguardar)
- planejamento operacional (janelas de manutenção alinhadas com a produção)
Manutenção corretiva: quando o problema já apareceu
A corretiva entra quando o equipamento já apresenta falha e precisa de reparo. Normalmente, ela exige:
- diagnóstico mais profundo
- troca de componentes danificados
- maior risco de parada imediata
- custo mais alto (pela urgência e pelo efeito dominó na produção)
E aqui existe uma diferença importantíssima (e pouco falada):
1) Corretiva planejada
O problema foi percebido antes do compressor parar totalmente. O equipamento ainda roda, mas com performance reduzida.
Isso é perigoso porque o “funciona, mas…” costuma vir com sinais como:
- queda de desempenho
- vibração fora do padrão
- ruído diferente
- aquecimento anormal
- consumo de energia acima do normal
Nessa fase, dá para programar a intervenção – e isso muda o jogo em custo e impacto.
2) Corretiva não planejada
É a clássica: parou tudo. Parada imediata, manutenção urgente, prejuízo em cascata.
Na prática, ela costuma ser consequência de sinais ignorados ou falta de acompanhamento.
O que costuma empurrar uma indústria para a corretiva não planejada?
Alguns vilões aparecem repetidamente:
- lubrificação inadequada ou insuficiente
- falta de rotina e controle de manutenção
- montagem e ajustes incorretos
- componentes operando além do tempo ideal
- “gambiarras” para manter rodando
O problema é que isso não só aumenta custos, mas também pode gerar risco de segurança, afetar a qualidade do produto final e comprometer a operação.
Insight prático: “prevenção” não é custo, é estratégia
Se o seu compressor é ativo crítico, a pergunta não é “se vai falhar”. É quando e se você vai ser avisado antes.
Por isso, o melhor cenário quase sempre é:
- preventiva bem feita + monitoramento de sinais (preditiva)
- corretiva planejada quando necessário
- corretiva não planejada como exceção, não como rotina
Uma regra simples para decidir
Se o compressor está saudável e você quer evitar surpresas: preventiva. Se ele já está dando sinais e você quer evitar parar de vez: corretiva planejada. Se ele parou: corretiva não planejada (e o foco vira reduzir tempo de parada e prevenir recorrência).
E se você não tem certeza? Aí entra o ponto mais importante: não decida no “achismo”. Um diagnóstico técnico rápido costuma evitar uma parada cara lá na frente.
Na Motriz Compressores, a gente gosta de atuar como parceiro de chão de fábrica: traduzindo sintomas, orientando prioridades e ajudando você a começar o ano com uma operação mais previsível.
Se fizer sentido, conte com a nossa equipe.
Quer saber se seu compressor pede preventiva ou corretiva? Chame a Motriz e agende uma avaliação técnica.